Tatiane Broggine, estudante de psicologia, 18 anos, Taurina. Taboão da Serra – São Paulo. Na verdade, ela parecia mais uma pedra. Dura e gelada. era indiferente perante à tudo, parecia não ter vida. Mas era compreensível. Quero dizer, só os que conheciam sua trajetória a entendiam. Sabiam que ela já havia sofrido de mais e que não suportaria mais dor. Sabiam que muitos já lhe decepcionara. E ela precisou cessar aquela situação, construiu uma muralha indestrutível e à prova de sentimentos, qualquer que seja. Ia doer ter que deixar tanto de si assim — digo, ter que abandonar seus sentimentos, suas lembranças — mas era preciso, aliás ia doer por um curto período de tempo, mas ia passar, ia sim. Diferente seria se ela não o fizesse, ia afetá-la cada vez mais e, num sentido figurado, não havia mais lugar no seu corpo para mais uma cicatriz. Ela tinha que deixar seu passado pra trás, tinha que destruir tudo o que a destruía. Sua razão sempre estava conflitando com a emoção e ela tinha que deixar uma das duas pra não se machucar mais. Natural sofrer se os cordões são indecisos ♪